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Este livro compreende um conjunto de textos que reúne pesquisas bastante recentes a respeito da história da escravização de africanos e de seus descendentes no Rio Grande do Sul. Na realidade, os capítulos que compõem a presente obra estudam especificamente os municípios localizados na fronteira sul do Rio Grande do Sul, região que as organizadoras e o organizador do livro chamam de o “extremo sul da fronteira” ou, mais informalmente, de “o sul do Sul”. No final do período monárquico, essa região era composta pelo município de Rio Grande, cuja sede da vila havia sido fundada em 1737, e os de Pelotas, Jaguarão, Canguçu, Piratini, São José do Norte, Arroio Grande, Santa Vitória do Palmar e Bagé, todos eles desmembrados do primeiro. Rica em pastagens e vias fluviais, a região ligava-se ao Atlântico por meio do canal do São Gonçalo, rio que se tornou fundamental para a exportação e importação de mercadorias e a entrada e saída de pessoas.
Após a publicação desse primeiro volume, observa-se uma ampliação significativa dos estudos em Dialetologia e Sociolinguística no Amapá, expressa no aumento de artigos científicos, monografias, capítulos de livros, dissertações e teses. A maior parte dessas pesquisas concentra-se na variação lexical, embora também haja estudos voltados à variação fonética e, em menor escala, à variação morfossintática (Sanches, 2021; Sanches, 2025).
Nesse percurso de produção científica, no âmbito do primeiro volume, inicia-se, em 2023, a construção do segundo volume do Atlas Linguístico do Amapá – ALAP, cujo objetivo é descrever, mapear e analisar dados linguísticos não publicados anteriormente, especificamente 81 itens lexicais. O projeto que deu origem a esse segundo volume foi inicialmente registrado na Universidade do Estado do Amapá (UEAP) e, atualmente, encontra-se vinculado a dois grupos de pesquisa: o Grupo de Pesquisa Atlas Linguístico do Amapá – ALAP (UNIFAP) e o Grupo de Estudos Dialetais, Gessociolinguísticos e Etnográficos – GEDGE (UNIFAP), integrado à linha de pesquisa Descrição do Português Amazônico, que congrega estudos variacionistas sobre aspectos morfossintáticos, semântico-lexicais e fonético-fonológicos do português falado na Amazônia brasileira, em contextos urbanos, rurais e em comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas, ribeirinhas, entre outras).














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