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Suellen Gerlane da Silva

Feminismo negro: o ensino de história emancipatório no Ensino Médio

A força de uma mulher e professora que se (re)conhece


Margarida Maria Dias de Oliveira


A primeira e mais forte imagem que tenho de Suellen Gerlane da Silva é da sua indignação e ênfase sobre o que ela não sabia e havia descoberto a partir de um curso à distância realizado em pleno ano de 2020, de nefasta memória para toda a humanidade da pandemia do corona vírus. O curso feito de forma remota pelas necessidades de afastamento por questões sanitárias foi sobre decolonialidade e sobre o feminismo negro.
Por que esta imagem ficou gravada em minha memória? Porque a autora que você irá ler tinha muita pressa de estudar, conhecer mais e, sobretudo, queria com rapidez, levar tudo para a sala de aula em que ensinava, queria também comunicar aos colegas na sala dos professores, queria conversar muito com diversas pessoas sobre isso. 
Sabedora que o conhecimento serve quando compartilhado, dialogado, vivido, transformado em prática, Suellen, como muitos Silvas deste país, queria transmutar antigos privilégios em elemento de construção de novas realidades.
Que traço melhor para se conhecer em uma professora que esse? Por isso, essa imagem ficou e persistiu, renovou-se e se fez concretude a partir da minha convivência com Suellen Gerlane da Silva.
Nós não nos escolhemos como orientadora e orientanda. Conforme regras do Programa de Pós-Graduação em Ensino de História – Profhistória, foi uma comissão que designou que trabalharíamos juntas e, a partir daí, nos descobrimos como parceiras que só precisavam de uma oportunidade.
A dissertação que Suellen Silva elaborou intitulada, Feminismo Negro: por um ensino de história emancipatório, traz as marcas dos melhores provenientes dessa poderosa política pública denominada mestrados profissionais: detecta problema de ensino-aprendizagem na sala de aula, reflete sobre articulando com aportes teóricos e metodológicos, dialoga com o conhecimento construído e elabora proposta original voltada para a comunidade que a demandou.
No caso deste trabalho a autora pautou a necessidade de combater a invisibilidade das mulheres, das mulheres negras, das condições a elas impostas na sociedade em geral, mas nas instituições escolares em particular e construiu uma proposta para ação na escola que poderá ser replicada ou alterada por docentes que diagnostiquem que nesse âmbito também deve ser sua atuação.
A proposta do Programas de Pós-graduação Profissionais e, em especial, o Profhistória, não se quer de atualização historiográfica de forma restrita como se aos profissionais da educação fosse suficiente se inteirar das produções acadêmicas atualizadas. Sua força está na necessidade, que deveria ser constante dos planejamentos e avaliações dos sistemas educacionais, em refletir sobre público que estamos atendendo e objetivos e as dificuldades, desafios e potencialidades para se cumprir nossa intenção.
Suellen Gerlane da Silva cumpriu com louvor essa finalidade: descobriu novidades teóricas e metodológicas e, em vez de se contentar com o saber aprendido, fez o que uma docente comprometida com seu público e objetivo deverá sempre construir: conhecimento novo, estratégia, mobilizar recursos e transformar o ensino-aprendizagem em algo significativo e mobilizador dos sujeitos.
Docentes como leitores deste trabalho poderão encontrar consertos a fazer, adaptações ou mesmo, transformá-lo em novo. O mais importante é que nenhuma leitora ou leitor poderá passar apática(o) pelas páginas a seguir. Eu aprendi quando nos juntamos para construí-lo e fui instigada novamente nessa nova leitura que fiz. Os estudantes que estarão comigo nas próximas turmas que se avizinham serão tocados pelas letras de Suellen Gerlane da Silva. Tenho certeza que você também.

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