top of page
Capa 2.PNG

Lorena Almeida Gill
Paulo Luiz Crizel Koschier
Jonas Moreira Vargas
Eduardo Arriada
(orgs.)

Dicionário de História de Pelotas - Volume II

No ano de 2005, o Núcleo de Documentação Histórica da Universidade Federal de Pelotas (NDH-UFPel), fundado em 1990, iniciou um projeto que se prolongou por 5 anos, o Dicionário de História de Pelotas, volume I, o qual envolveu 50 pesquisadores, na escrita de 185 verbetes. 
O material foi organizado pelos professores Beatriz Ana Loner, Lorena Almeida Gill e Mario Osorio Magalhães, todos do Departamento de História da UFPel, e teve sua primeira edição física, com 500 exemplares, lançada no ano de 2010, a qual logo se esgotou. A segunda edição, com o mesmo número de livros, foi de 2012, em homenagem aos 200 anos de Pelotas, e também está esgotada. Por fim, em 2017, houve a disponibilização de uma versão e-book, que, nesse momento, já conta com mais de 150 mil visualizações.
O volume I teve a pretensão de construir bons textos, baseados em estudos científicos de áreas como História, Geografia, Antropologia e Educação, os quais abarcassem o marco temporal até 1960 e dialogassem tanto com pesquisadores quanto com a comunidade em geral. A única exceção para o recorte de tempo, naquele momento, foi a escrita de um verbete sobre a UFPel, fundada em 1969, local de atuação dos pesquisadores envolvidos no projeto. 
Na organização do Dicionário, no entanto, sabia-se que dois temas não seriam tratados, por absoluta falta de estudos, quais sejam a história dos bairros da cidade e a publicação sobre as fábricas e indústrias, que começavam a ser uma preocupação para o NDH, tendo em vista o recebimento de um volumoso acervo da Justiça do Trabalho, o qual abarca 93.845 processos trabalhistas físicos, entre os anos de 1936 e 1998, além de documentações sobre empresas em específico, como a Laneira, cujo patrimônio industrial hoje faz parte da UFPel. 
A linguagem do Dicionário deveria ser acessível à comunidade externa e, ao final de cada verbete, constaria uma pequena bibliografia que permitisse ao leitor continuar se apropriando do tema, caso fosse do seu interesse. 
No geral, naquele momento, foram propostos três tamanhos para os verbetes: o pequeno, que teria até 25 linhas; o médio, com cerca de 50; e o grande, que não deveria ultrapassar 100 linhas. Contudo, houve alguns casos de verbetes maiores, como o do Cinema, por exemplo. 
A partir do ano de 2022, começaram as tratativas para o lançamento do volume II, agora sob a organização de Lorena Almeida Gill, Paulo Koschier e Jonas Vargas, os três vinculados ao NDH, e de Eduardo Arriada, professor da Faculdade de Educação e colecionador de fotografias sobre a história da cidade. A participação da graduanda em História Gabrielle Gotuzzo ocorreu na condição de auxiliar de pesquisa do projeto. Registra-se também, com pesar, que dois dos organizadores do volume I – o professor Mario Osorio Magalhães e a professora Beatriz Ana Loner – faleceram, respectivamente, em 2012 e 2018.
No texto atual, procurou-se reescrever alguns verbetes para os quais havia estudos mais recentes, como “Indígenas”, “Charqueadores” e “Charqueadas”, por exemplo. Além disso, teve-se a pretensão de incluir temáticas que poderiam ter constado no primeiro volume, como cortiços e benzeduras, mas a maior parte da escrita vinculou-se ao que não havia sido ainda tratado, como a história dos bairros e a história das indústrias mais demandadas no acervo da Justiça do Trabalho de Pelotas, muitas delas fábricas de conservas, que foram e são bastante presentes na economia local, além dos cursos da UFPel, que não tinham sido ainda abordados, muitos dos quais vêm tendo seus documentos organizados pelo NDH, como Enfermagem e Ciências Domésticas, por exemplo. É importante também pontuar que, se o volume I teve o ano de 1960 como baliza temporal final, o presente volume buscou atender algumas instituições e temas socioculturais da história de Pelotas posteriores a essa data.
No volume II, há ainda uma série de fotografias antigas, do acervo do professor Eduardo Arriada, outras dos autores dos verbetes e, ainda, algumas do NDH e do projeto Fototeca UFPel, buscando estabelecer um diálogo maior com a comunidade que, em páginas das redes sociais, costuma comentar sobre alguns espaços que ficaram na memória coletiva da cidade. A perspectiva para o uso de fotografias no Dicionário é aquela adotada por Etienne Samain (2012, p. 23), que afirma que toda imagem “[...] é uma memória de memórias, um grande jardim de arquivos declaradamente vivos. Mais do que isso: uma ‘sobrevivência’, uma ‘supervivência’”.
Trata-se de um livro que já se imaginava, há vinte anos, que teria que ser feito. O que não poderia se imaginar era o impacto que o volume I teria para contar a história de Pelotas, uma vez que o material se tornou referência para vários estudos e publicações, especialmente por trazer informações bastante confiáveis e que podem ser acessadas por todos e todas, já que estão disponíveis através de um e-book gratuito. 
O leitor que já conhece o volume I verá, no entanto, que o volume II é um pouco diverso. Os verbetes são mais longos, embora tenha sido solicitado algumas métricas, e o número de autores é bem maior, reunindo 134 pessoas. Além disso, as áreas em que atuam é mais ampla: História, Administração Pública, Antropologia, Arqueologia, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Sociais, Conservação e Restauro, Direito, Educação, Geografia, Museologia, Nutrição, Relações Internacionais, Jornalismo, Veterinária, entre outras. Tal situação se relaciona ao fato de que, muitas vezes, se está escrevendo sobre a História do Tempo Presente, utilizada por outras áreas do conhecimento. Por outro lado, a ampla participação de colegas e profissionais de outras áreas evidencia ainda mais o sucesso do volume I e o interesse cada vez maior de outros autores em participar do projeto.
Os organizadores deram ampla liberdade para que os autores tratassem de seus temas de acordo com seus pontos de vista. Nesse sentido, cada verbete contém a perspectiva defendida por seu autor ou autores, a partir de seus estudos e, algumas vezes, há uma complementaridade entre os verbetes, como, por exemplo, nos textos “Arquitetura” e “Patrimônio Cultural”.
De todo modo, a pretensão foi a mesma do volume I, ou seja, escrever sobre a História da cidade a partir de estudos consistentes realizados e levar o conhecimento a todos os interessados, já que o NDH tem como pressuposto a democratização do conhecimento.
Esperamos que gostem do novo trabalho do NDH e que, através dele, possam se apropriar ainda mais da História do local em que vivemos.


Lorena Almeida Gill
Paulo Koschier
Jonas Vargas
Eduardo Arriada

(Organizadores)
 

Editora Cabana

  • Instagram
  • Facebook
  • Whatsapp

Ananindeua/PA, Amazônia, Brasil

CNPJ: 43.217.974/0001-34

cabanaeditora@gmail.com

Assine nossa newsletter

Agradecemos pelo contato!

© 2021 by Editora Cabana.

bottom of page